Destaques
- A psoríase em placas afeta de 1% a 3% da população global, impactando a qualidade de vida e o bem-estar geral.
- O manejo avançou com terapias inovadoras, no entanto, sintomas persistentes enfatizam a necessidade de abordagens de tratamento personalizadas.
- Cuidados abrangentes que abordam questões cutâneas e sistêmicas são vitais, incentivando o envolvimento do paciente em mudanças de estilo de vida e educação.
Resumo e Visão Geral
A psoríase em placas, ou psoríase vulgar, é um distúrbio cutâneo inflamatório crônico mediado pelo sistema imunológico que afeta de 1% a 3% da população global. Apresenta-se como placas espessas, escamosas e eritematosas, principalmente em superfícies extensoras como o couro cabeludo, cotovelos e joelhos. A doença tem um início bimodal — antes dos 35 anos e na meia-idade — e resulta de predisposição genética, gatilhos ambientais e desregulação imunológica envolvendo células T e citocinas como IL-17 e IL-23. Ela prejudica significativamente a qualidade de vida e está associada a comorbidades sistêmicas, incluindo artrite psoriática, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e depressão. O diagnóstico é clínico, apoiado por ferramentas como PASI e DLQI, orientando o tratamento com agentes tópicos, fototerapia e terapias sistêmicas, incluindo biológicos e inibidores orais. A persistência da doença e as controvérsias sobre a segurança e o custo do tratamento enfatizam a necessidade de cuidados multidisciplinares e pesquisas contínuas.
Características Clínicas e Diagnóstico
A psoríase em placas manifesta-se como placas inflamadas, escamosas e bem delimitadas, que são frequentemente pruriginosas e dolorosas, afetando principalmente o couro cabeludo, joelhos, cotovelos, tronco e unhas. Existem variantes como as formas palmoplantar, pustulosa e eritrodérmica. O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na aparência e distribuição das lesões; a histopatologia auxilia em casos atípicos. Diagnósticos diferenciais incluem eczema, dermatite e infecções fúngicas. Uma história e exame minuciosos são essenciais para excluir condições semelhantes.
Fisiopatologia
A doença envolve suscetibilidade genética (notadamente os loci PSORS e o gene CARD14) e desregulação imunológica, especialmente células Th17 hiperativas produzindo IL-17 em resposta à IL-23. Quimiocinas recrutam neutrófilos e células linfoides, enquanto peptídeos antimicrobianos ativam células dendríticas para secretar citocinas pró-inflamatórias (TNF, IL-6), perpetuando a inflamação crônica da pele. Mecanismos autoimunes incluem células T autorreativas que atacam antígenos cutâneos. A síndrome metabólica comórbida e os riscos cardiovasculares estão ligados à inflamação sistêmica na psoríase.
Tratamento
O tratamento inclui agentes tópicos, fototerapia, medicamentos sistêmicos e regimes combinados adaptados à gravidade da doença e às necessidades do paciente.
Terapia Tópica e Fototerapia
As terapias de primeira linha para doença leve a moderada incluem corticosteroides, análogos da vitamina D, ácido salicílico e agentes mais recentes como o creme de roflumilaste, um inibidor de PDE-4 aprovado para pacientes com 6 anos ou mais. A fototerapia, principalmente UVB de banda estreita, modula respostas imunológicas e é frequentemente combinada com tratamentos tópicos. O laser excimer oferece UVB direcionado para placas localizadas.
Terapias Sistêmicas
Casos moderados a graves ou refratários são tratados com agentes sistêmicos como metotrexato e biológicos que visam as vias TNF, IL-17 e IL-23. Terapias recentemente aprovadas incluem bimekizumabe (inibidor de IL-17A/F) e deucravacitinibe, um inibidor oral de TYK2. A terapia combinada melhora o controle e minimiza os efeitos colaterais.
Complicações e Comorbidades
A psoríase em placas está ligada a complicações como prurido intenso, dor e sintomas sistêmicos durante surtos eritrodérmicos que requerem cuidados urgentes. Comorbidades comuns incluem síndrome metabólica, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, artrite psoriática (afetando até 40% dos casos de início precoce) e transtornos psiquiátricos como depressão. Essas associações destacam a necessidade de um manejo abrangente e multidisciplinar que aborde tanto a saúde cutânea quanto sistêmica.
Pesquisa e Avanços
Avanços recentes esclarecem a imunopatogênese da psoríase, com papéis-chave para IL-17, IL-23, quimiocinas e peptídeos antimicrobianos na sustentação da inflamação. Estudos genéticos identificam múltiplos loci de suscetibilidade que influenciam funções imunológicas e de barreira cutânea. Novas terapias incluem biológicos que bloqueiam receptores de IL-17 e pequenas moléculas orais como inibidores de TYK2 (deucravacitinibe) e peptídeos que visam receptores de IL-23. Agentes tópicos emergentes como tapinarof e roflumilaste servem como adjuvantes. Perfis de segurança e adesão do paciente são focos de pesquisa contínua. Tratamentos futuros visam combinar a eficácia dos biológicos com a conveniência oral, guiados por abordagens de medicina de precisão.
Suporte ao Paciente e Recursos
Os pacientes enfrentam desafios físicos e psicológicos devido a placas crônicas e sintomas. Além do tratamento médico, recursos educacionais, grupos de apoio e organizações de defesa oferecem suporte emocional e conscientização sobre a doença. Considerações de custo e disponibilidade de genéricos melhoram a acessibilidade ao tratamento. Os pacientes devem consultar profissionais de saúde e fontes confiáveis para um manejo personalizado e informações atualizadas.
The content is provided by Harper Eastwood, Scopewires